sexta-feira, 29 de abril de 2011

Minha cabeça estremece com todo o esquecimento



SÚMULA

Minha cabeça estremece com todo o esquecimento.
Eu procuro dizer como tudo é outra coisa.
Falo, penso.
Sonho sobre os tremendos ossos dos pés.
É sempre outra coisa, uma
só coisa coberta de nomes.
E a morte passa de boca em boca
com a leve saliva,
com o terror que há sempre
no fundo informulado de uma vida.
Sei que os campos imaginam as suas
próprias rosas.
As pessoas imaginam os seus próprios campos
de rosas. E às vezes estou na frente dos campos
como se morresse;
outras, como se agora somente
eu pudesse acordar.

Por vezes tudo se ilumina.
Por vezes canta e sangra.
Eu digo que ninguém se perdoa no tempo.
Que a loucura tem espinhos como uma garganta.
Eu digo: roda ao longe o outono,
e o que é o outono?
As pálpebras batem contra o grande dia masculino
do pensamento.

Deito coisas vivas e mortas no espírito da obra.
Minha vida extasia-se como uma câmara de tochas.

- Era uma casa - como direi? - absoluta.

Eu jogo, eu juro.
Era uma casinfância.
Sei como era uma casa louca.
Eu metia as mãos na água: adormecia,
relembrava.
Os espelhos rachavam-se contra a nossa mocidade.

Apalpo agora o girar das brutais,
líricas rodas da vida.
Há no esquecimento, ou na lembrança
total das coisas,
uma rosa como uma alta cabeça,
um peixe como um movimento
rápido e severo.
Uma rosapeixe dentro da minha ideia
desvairada.
Há copos, garfos inebriados dentro de mim.
- Porque o amor das coisas no seu
tempo futuro
é terrivelmente profundo, é suave,
devastador.

As cadeiras ardiam nos lugares.
Minhas irmãs habitavam ao cimo do movimento
como seres pasmados.
Às vezes riam alto. Teciam-se
em seu escuro terrífico.
A menstruação sonhava podre dentro delas,
à boca da noite.
Cantava muito baixo.
Parecia fluir.
Rodear as mesas, as penumbras fulminadas.
Chovia nas noites terrestres.
Eu quero gritar paralém da loucura terrestre.
- Era húmido, destilado, inspirado.
Havia rigor. Oh, exemplo extremo.
Havia uma essência de oficina.
Uma matéria sensacional no segredo das fruteiras,
com as suas maçãs centrípetas
e as uvas pendidas sobre a maturidade.
Havia a magnólia quente de um gato.
Gato que entrava pelas mãos, ou magnólia
que saía da mão para o rosto
da mãe sombriamente pura.
Ah, mãe louca à volta, sentadamente
completa.
As mãos tocavam por cima do ardor
a carne como um pedaço extasiado.

Era uma casabsoluta - como
direi? - um
sentimento onde algumas pessoas morreriam.
Demência para sorrir elevadamente.
Ter amoras, folhas verdes, espinhos
com pequena treva por todos os cantos.
Nome no espírito como uma rosapeixe.

- Prefiro enlouquecer nos corredores arqueados
agora nas palavras.
Prefiro cantar nas varandas interiores.
Porque havia escadas e mulheres que paravam
minadas de inteligência.
O corpo sem rosáceas, a linguagem
para amar e ruminar.
O leite cantante.

Eu agora mergulho e ascendo como um copo.
Trago para cima essa imagem de água interna.
- Caneta do poema dissolvida no sentido
primacial do poema.
Ou o poema subindo pela caneta,
atravessando seu próprio impulso,
poema regressando.
Tudo se levanta como um cravo,
uma faca levantada.
Tudo morre o seu nome noutro nome.

Poema não saindo do poder da loucura.
Poema como base inconcreta de criação.
Ah, pensar com delicadeza,
imaginar com ferocidade.
Porque eu sou uma vida com furibunda
melancolia,
com furibunda concepção. Com
alguma ironia furibunda.

Sou uma devastação inteligente.
Com malmequeres fabulosos.
Ouro por cima.
A madrugada ou a noite triste tocadas
em trompete. Sou
alguma coisa audível, sensível.
Um movimento.
Cadeira congeminando-se na bacia,
feita o sentar-se.
Ou flores bebendo a jarra.
O silêncio estrutural das flores.
E a mesa por baixo.
A sonhar.

HERBERTO HELDER

quinta-feira, 28 de abril de 2011

''Discriminació lingüística a catalanoparlants'': el cas de Marc Belzunces



Intervenció de Marta Clapés Gascón, de l'Associació Catalana per a la Defensa dels Drets Humans (ACDDH) a la Comissió de Justícia del Parlament de Catalunya per exposar la discriminació de les persones catalanoparlants a la justícia, posant com a exemple concret el cas de Marc Belzunces.

Lip dub per la Llengua Catalana



Música: ''Corren'' del grup Gossos.

CATALÀ

Lip dub per la llengua, enregistrat els dies 15 i 16 d'abril de 2011 en diversos espais de Barcelona i que ha comptat amb la participació de 1.500 persones i de nombroses cares conegudes. El projecte l'organitzen la Plataforma per la Llengua i 23 entitats de persones immigrades amb l'objectiu de reivindicar el paper del català com a llengua comuna, en tant que element clau per a la inclusió social de la població d'origen nouvingut, i garant de cohesió.

La cançó escollida ha estat "Corren", del grup Gossos, gentilesa de Música Global.

Podeu trobar més informació a www.lipdubperlallengua.cat

(Directors: Daniel Feixas i Santi Hausmann)

ENGLISH

Lip dub for the language was filmed on the 15th and 16th of April 2011 in various locations in Barcelona. More than 1500 people took part, some of them celebrities. This initiative was organised by the Plataforma per la Llengua (pro Catalan language organisation) together with 23 organisations of immigrant people. The objective is to illustrate the role of the Catalan language as the shared language in Catalan society, as it is a key element for the social inclusion of immigrant people and guarantees social cohesion.

The song chosen was "Corren", from the band "Gossos", courtesy of Música Global.

Find more information at www.lipdubperlallengua.cat

(Directors: Daniel Feixas and Santi Hausmann)

CASTELLANO

Lip dub por la lengua, filmado los días 15 y 16 de abril de 2011 en diferentes espacios de Barcelona, que ha contado con la participación de 1.500 personas y de numerosas caras conocidas. El proyecto lo organizan la Plataforma per la Llengua y 23 entidades de personas inmigrantes con el objetivo de reivindicar el papel del catalán como lengua común, como elemento clave para la inclusión social de la población de origen foráneo, y garante de cohesión.

La canción seleccionada ha sido "Corren", del grupo Gossos.

Podéis encontrar más información en www.lipdubperlallengua.cat

(Directores: Daniel Feixas y Santi Hausmann)

FRANÇAIS

Lip dub pour la langue catalane, enregistré les 15 et 16 avril 2011 dans différents endroits de Barcelone. Y ont participé 1 500 personnes ainsi que de nombreuses personnalités. Ce projet est organisé conjointement par la Plateforme pour la langue catalane et 23 associations d'immigrés, dans le but de revendiquer le rôle du catalan comme langue commune et en tant qu'élément clé pour l'inclusion sociale des populations d'origine immigrée, en vue de garantir la cohésion.
La chanson choisie a été « Corren » du groupe « Gossos ».

Plus d'informations sur le site : www.lipdubperlallengua.cat

(Directeurs : Daniel Feixas et Santi Hausmann)

EUSKARA

Hizkuntzaren aldeko Lib Dub-a, 2011ko Apirilak 15-16an Bartzelonako gune ezberdinetan grabatu da. 1500 pertsonek parte hartu dute, horien artean aurpegi ezagun asko egon delarik. Proiektua Plataforma per la llengua eta immigrazioko 23 erakunde ezberdinek antolatu dute, catalana hizkuntza amankomun bezala aldarrikatzea helburu zutelarik, eta elkarbizitza sozialerako ezinbesteko osagaia izan dadin. "Corren", Gossosen kantua izan da aukeratutakoa.

Informazio gehiago www.lipdubperlallengua.cat webgunean topatuko dezue.

(Zuzentzaileak: Santi Hausmann & Dani Feixas)

SLOVENČINA

Lip Dub per la llengua bol nahraný 15. a 16. apríla 2011 na rôznych lokalitách Barcelony a zúčastnilo sa na ňom 1500 ľudí a mnohé známe tváre. Projekt zorganizovala Plataforma per la Llengua a 23 organizácií imigrantov s cieľom vyzdvihnúť rolu katalánčiny ako spoločného jazyka, ako kľúčového prvku pre sociálne začlenenie novoprichádzajúcich obyvateľov a garantu súdržnosti.

Vybranou piesňou bola "Corren" skupiny Gossos.

Ďalšie informácie nájdete www.lipdubperlallengua.cat

(Režiséri: Daniel Feixas a Santi Hausmann)

TAMAZIGHT

Lip dup i tutlayt, ittusskr ussan n 15 d 16 n brir n usggwas n 2011 g cigan n id'gharn n Barsiluna. Iccar diks 1.500 n bnadm d cigan diksn udmawan ittuyassn ayd gan. Aya n ufaris thyyat tamsmunt n tutlayt, Plataforma Per la Llengua, nttat d 23 n tmsmunt n imzdagh imaynutn. Amsghru n uya n twuri ntta tuttra n ad-tg takatalant tutlayt nna x-ismann, ix tga yan ufrdis nna da-ittawin s usmun amtti n imzdagh imaynutn, tg awd tasarut n umyamaz' amtti.

Tizlit nna ittufrnn i lip dup-a nttat "Corren" n tr'abbut n imdyazn nna mi-da-qqarn Gossos.

Ad-tafm inghmisn yad'nin g: www.lipdubperlallengua.cat

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Gossos: ''Corren''.

És tard, no sé quina hora és,
però és fosc fa estona
És fàcil veure que no hi ets
ni un paper, ja poc importa
Poso els peus a terra, vull caminar,
necessito despertar en un dia radiant
Encara em queda temps per descobrir
tot allò que m'he amagat i que no m'he volgut dir

Corren, corren pels carrers, corren
paraules que no s'esborren, imatges que no se'n van.
I ploren, ploren per els carrers, ploren
com gotes d'aigua s'enyoren, aquells que ja no es veuran

Difícil descobrir qui sóc avui
Una gota em cau mentre una altra em treu la set
Plou i fa sol alhora
Tomba la bala bala
tomba la bala que m'apuntava, era la meva
i jo mateix em disparava
Raig de llum il·lumina'm, treu-me el fum
Una revolució dins meu, la sedueixo i es transforma
No s'esborren, em conformo amb mirar-me
Mirar-me de dins cap a fora

On puc anar-te a buscar? Nena no és broma…
Hauria d'haver estat diferent
però en un moment s'han tancat les portes
Poso els peus a terra, vull caminar,
necessito despertar en un dia radiant
Encara em queda temps per descobrir
tot allò que m'he amagat i que no m'he volgut dir

Corren, corren pels carrers, corren.
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